Sir Terry Pratchett não mede palavras, e critica a religião organizada em Pequenos Deuses, o 13º livro da série Discworld.
ANÁLISE DO LIVRO:
Pequenos Deuses
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Título
Original: Small Gods (1992)
13º livro
da série Discworld
Ano: 2015
/ Páginas: 308
Idioma:
português
Editora: Bertrand Brasil
|
Mas em Pequenos Deuses?
Esse livro é uma exceção na série, e encontramos poucos dos velhos conhecidos.
Aqui STP (Sir Terry Pratchett) conta uma história sobre seus personagens mais conhecidos, fazendo uma exceção ao introduzir um personagem completamente novo para contar a história de uma poderosa teocracia que conquista seus vizinhos em nome do Deus Om (não tem problema matar se for em nome de Deus, como diz um dos personagens).
Pequenos
Deuses não é apenas um comentário sobre religião, mas uma história e
personagens que cativam, e conta com a costumaz escrita maravilhosamente
criativa do
autor.
Sério, a escrita de Sir Terry Pratchett é fora desse mundo.
O texto dele é vivo!
Ele usa letras com fontes diferentes para caracterizar personagens, usa figuras de linguagem, usa descrições incríveis, etc...
Como nos outros livros da série, o autor se vale do mundo que construiu - tão rico que pode figurar ao lado de outros como o mundo de Fogo e Gelo, do G.R.R.Martin ou até mesmo da Terra Média de Tolkien -, como playground para tecer sua crítica social, fazendo piada de mitos, grandes filósofos, etc...
Pratchett não satiriza apenas grandes figuras históricas: temos equivalentes no Discworld para várias de nossas convenções sociais, hipocrisias, falácias, dependências, etc.
Sátiras frequentemente correm o risco de não terem identidade narrativa.
Então o leitor de minha resenha pergunta:
Isso quer dizer que em algum momento Pequenos Deuses deixa de ser uma narrativa para ser exclusivamente uma sátira?
Não!
Pratchett se aproveita do mundo que criou, rico em detalhes e consegue quebrar a quarta parede para fazer sua sátira, mas depois consegue reerguer a parede, mantendo a integridade de sua narrativa.
Por exemplo: em Pequenos Deuses, o poder de um Deus é proporcional à crença que os seus fiéis têm nele. O que funciona ao mesmo tempo como uma alegoria para o mundo real, mas também como uma engrenagem para a trama.
Concluindo, Pequenos Deuses conta a história de Brutha, um noviço que passa a questionar sua religião ao conversar com o próprio deus. Uma história fanatismo, com paralelos arrepiantes com o mundo real.
Sério, a escrita de Sir Terry Pratchett é fora desse mundo.
O texto dele é vivo!
Ele usa letras com fontes diferentes para caracterizar personagens, usa figuras de linguagem, usa descrições incríveis, etc...
Como nos outros livros da série, o autor se vale do mundo que construiu - tão rico que pode figurar ao lado de outros como o mundo de Fogo e Gelo, do G.R.R.Martin ou até mesmo da Terra Média de Tolkien -, como playground para tecer sua crítica social, fazendo piada de mitos, grandes filósofos, etc...
Pratchett não satiriza apenas grandes figuras históricas: temos equivalentes no Discworld para várias de nossas convenções sociais, hipocrisias, falácias, dependências, etc.
Sátiras frequentemente correm o risco de não terem identidade narrativa.
Então o leitor de minha resenha pergunta:
Isso quer dizer que em algum momento Pequenos Deuses deixa de ser uma narrativa para ser exclusivamente uma sátira?
Não!
Pratchett se aproveita do mundo que criou, rico em detalhes e consegue quebrar a quarta parede para fazer sua sátira, mas depois consegue reerguer a parede, mantendo a integridade de sua narrativa.
Por exemplo: em Pequenos Deuses, o poder de um Deus é proporcional à crença que os seus fiéis têm nele. O que funciona ao mesmo tempo como uma alegoria para o mundo real, mas também como uma engrenagem para a trama.
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| As capas dos livros do Discworld são maravilhosas. Pelo artista Josh Kirby |
Concluindo, Pequenos Deuses conta a história de Brutha, um noviço que passa a questionar sua religião ao conversar com o próprio deus. Uma história fanatismo, com paralelos arrepiantes com o mundo real.
Se
você não conhece o trabalho do autor, este livro é uma ótima
oportunidade, pois é uma leitura que pode ser feita de forma
independente do resto da série Discworld.
Nota: 







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Até a próxima!








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