Colunas do Batatas

30/11/2017

Adjetivos epônimos: você já sabe o que são, só não sabia o nome!

Às vezes maratonar um seriado novo ou devorar as páginas de um bom livro não é o suficiente: partimos para internet para ler o que os outros pensam a respeito e para compartilhar nossas impressões.
Nessas análises, vemos um tipo de adjetivo usado com frequência...
São os adjetivos epônimos, que servem para caracterizar a narrativa com o nome de outros autores. Por exemplo, com o sufixo -esco, que significa "no estilo de", designando coisas influenciadas por alguém.
Uma narrativa que seja descrita, por exemplo, com o adjetivo "kafkaesca", é uma narrativa que evoca o estilo de Kafka, escritor alemão.
Preparei uma lista com adjetivos epônimos recorrentes e acrescentei alguns no final que, embora não sejam tão usados, provavelmente usarei muito aqui no blogue.
Arturiano

As Crônicas de Artur, trilogia de Bernard Cornwell, As Brumas de Avalon, da autora norte-americana Marion Zimmer Bradley ou o seriado Merlin, do canal inglês BBC são exemplos de narrativas que falam diretamente sobre a lenda de Artur. 

No entanto, narrativas que enredam sobre lendas nascidas séculos atrás, podem ser consideradas "arturianas". 

Exemplo: Os romances de cavalaria ou até mesmo Star Wars tem um pouquinho de arturiano em suas narrativas.

Lovecraftiano

Uma narr
ativa lovecraftiana são enredos reminiscentes das obras do autor norte-americano H. P. Lovecraft, cujo princípio literário era o que ele chamava de "Cosmicismo" ou "Terror Cósmico". Isso é, o medo do desconhecido. 

Normalmente envolve uma ameaça amórfica oriunda do espaço, de outras dimensões ou do fundo do mar.

Cthulhu é o monstro mais famoso criado por Lovecraft.

Exemplos de narrativas lovecraftianas:

Bloodborne, da From Software, é jogo mais lovecraftiano já lançado.

A Névoa, livro escrito por Stephen King também é lovecraftiano.

Cuidado! 


Nem tudo com tentáculos deve ser chamado de lovecraftiano!

Kafkaesco

Relativo ao poeta tcheco Franz Kafka, está atrelado à ideia do surreal, do absurdo; confusão entre o real e a ficção, estado hipotético de penumbra, de danação absoluta e de submissão ao imaginário. Crise de identidade entre o mundo e o indivíduo.

Exemplos de narrativas kafkaescas: Videodrome, de David Croenberg e Inland Empire de David Lynch.


Machadiano

O estilo machadiano focaliza as personagens de fora para dentro, vai descascando as pessoas, aparência atrás de aparência (como se fosse retirando as camadas que formam uma cebola). 

Machado faz isso ironicamente, enquanto tem uma conversa com o leitor, e faz um perfeito estudo da alma feminina.

Normalmente, o termo "machadiano" é usado para caracterizar as obras do próprio autor, mas Woody Allen, por exemplo, diz que foi influenciado por Machado de Assis. 

Interessante, né? 

Dos poucos filmes a que assisti desse diretor, Annie Hall é o mais machadiano (em português, traduzido como Noivo Neurótico, Noiva Nervosa - 1977) .

Quixotesco

O epônimo está ligado ao romance espanhol Dom Quixote de La Mancha, referindo-se àquele que é generosamente impulsivo; sonhador, romântico, nobre, mas um pouco desligado da realidade. 

Exemplo: às vezes a busca de Mulder, em Arquivo X, é quixotesca. Ninguém mais acredita naquelas conspirações senão o próprio agente Mulder.

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E finalmente, alguns adjetivos epônimos que você só verá aqui no blogue!

São todos autores muito influentes no final do século 21, e acredito que não estou extrapolando ao "prever" que esses podem ser epônimos comuns no futuro.

Myiazakiesco ou Ghiblíco

Ninguém fala ghiblíco ainda, mas acredito que precisamos cunhar um termo para os se
ntimentos que os filmes do Studio Ghibli inspiram.  Meu voto vai para ghiblíco!

Os filmes da Ghibli têm 
protagonismo predominantemente infantil e feminino, cenários incríveis com planícies verdejantes, assim como uma atmosfera de maravilha e magia num mundo secreto, com gatos falantes, monstros bizarros (na maioria das vezes são monstros bem amigáveis no entanto).


Essa é a Kiki, protagonista do longa O Serviço de Entregas de Kiki

Podemos dizer que os filmes da Pixar são ghiblícos, por exemplo. Os filmes da Pixar devem muito ao Studio Ghibli, assim como Avatar - a lenda de Aang e A Lenda de Korra, que são assumidamente ghíblicos.



Kinguiano

Stephen King é um dos autores vivos mais influentes. Eu acredito que no século 25 estudarão King nas disciplinas de literatura estrangeira das faculdades ao redor do mundo, lado a lado com Shakespeare.

Vão encher a boca pra falar kinguiano da mesma forma que o fazem quando dizem "shakesperiano".

Temas de uma narrativa kinguiana incluem vida e morte, o forte oprimindo o fraco, etc. O tom geral é sombrio e macabro.

Mas quais obras que poderiam ser caracterizadas em alguma resenha, por exemplo, como kinguianas?


Ah, fala sério, não preciso nem dizer né? Onde é que o terror estaria hoje sem o King?

Cornwelliano

Bernard Cornwell, autor britânico de ficções históricas também é influente e suas obras trazem temas como: destino, guerra e paz, fé e razão, lealdade e traição, etc

Também traz características como:
 descrição crua e realista, paredes de escudo, linhas nos finais de capítulo com uma carga dramática muito forte.

Enfim, seu estilo é facilmente reconhecível, e já consegui usar o termo "cornwelliano" aqui no blogue!!!

Gaiminiano

É só uma questão de tempo para começarem a falar gaiminiano. É só o Neil Gaiman morrer (bate na madeira), que vai acontecer o que sempre acontece: a popularização póstuma.

Aí vamos precisar de um nome para a marca que ele deixará no nicho da literatura nerd

Ele trabalhou muito com quadrinhos, graphic novels, e livros.

Toda sua obra tem um quê de onírico; o fantástico contrastando com o mundano. Gaiman já influência muitas obras comtemporaníssimas, e com certeza deixará sua marca na literatura.


_________________________ 

Diga para mim nos comentários, se esse tipo de conteúdo agrega à blogosfera!

Obrigado por ler.

Cheers!   

Recomendação de livros disponíveis no Kindle Unlimited

Por R$ 20,00 mensais, o Kindle Unlimited é um serviço de aluguel de livros da Amazon. Mas sejamos francos: Será que vale a pena pagar pelo serviço quando, dependendo da rotina, você mal consegue ler um livro por mês?

1 - O Filho de Mil Homens, de Valter Hugo Mãe


Brasileiros leem Hugo Mãe
Ano: 2014 / Páginas: 160
Idioma: português 
Editora: Cosac Naify
Preço: R$ 16,10

Porque só lemos livros best-sellers? É díficil arriscar um livro que não é muito conhecido. Corremos o risco de nos decepcionar. No entanto, Valter Hugo Mãe recebeu a "benção" de ninguém menos que Saramago. Dei uma chance para esse livro e me surpreendi.


Recomendado: Se você gosta de Saramago, O Pequeno Príncipe

LEIA TAMBÉM: Desumanização, do mesmo autor, disponível no serviço.


2 - Brasil Fantástico


Criaturas folclóricas do Brasil mas com uma take mais moderna
Ano: 2013 / Páginas: 247
Idioma: português 
Editora: Draco
PREÇO: R$ 17,99
Parecia ser só mais uma coletânea de contos sobre as lendas do folclore brasileiro, mas as histórias do Brasil fantástico parecem novas na caneta desses autores.

Recomendado: Se você gosta de folclore brasileiro, Neil Gaiman, literatura brasileira

3 - O Cavaleiro dos Sete Reinos

Ano: 2014 / Páginas: 416
Idioma: português 
Editora: Leya Brasil
PREÇO: R$ 11,89

O Cavaleiro dos Sete Reinos é uma espécie de spin-off da série As Crônicas de Fogo e Gelo, mas a política não é tão densa quanto nos livros da série principal. Não se engane: ainda há intrigas e violência, mas a atmosfera das histórias de Dunk e Egg são muito mais leves.

 Recomendo para: quem leu As Crônicas de Fogo e Gelo ou para quem não leu, mas viu a série. Você pode gostar do livro mesmo sendo leigo no mundo de gelo e fogo e ler esse livro antes de começar A Guerra dos Tronos, que também está disponível no serviço da Amazon.

4 - As Crônicas de Artur


Ano: 2015 / Páginas: 546
Idioma: português 
Editora: Record
PREÇO: R$18,75

Se você é devorador de livros, essa trilogia merece uma chance. As Crônicas de Artur são baseadas na lenda de Artur e em descobertas históricas, com resultados absolutamente épicos. E está disponível no Unlimited! 


Talvez essa seja sua chance.


5 - Não pare!

                                                                                  Idioma: português 
Editora: Valentina

Ano: 2015 / Páginas: 280

PREÇO: 9,90
Eu não li a série Não Pare, mas sempre fiquei curioso para conhecer esse sucesso da Amazon, que está disponível no serviço Kindle Unlimited.

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Enfim, esses livros já somam R$ 74,63, ou seja, mais do que pagam os R$ 20,00 da mensalidade. Não é nada impossível ler tudo isso em um mês que você está de férias! 

Aliás, há muitos livros disponíveis que não precisam de recomendação: toda a série Harry Potter, Os Miseráveis O Corcunda de Notre Dame, de Victor Hugo, assim como Drácula, de Bram Stroker, etc.

Explore a página do Kindle Unlimited clicando aqui. Você pode experimentar gratuitamente o serviço por 30 dias.

Para mim, já valeu a pena por me proporcionar conhecer os livros do Valter Hugo Mãe, grande autor português. Espero que gostem da dica. Deixem no comentário algum livro disponível no serviço que seja menos conhecido e você tenha gostado!

Obrigado por ler!

Lucas

28/11/2017

Giving directions

Asking for directions:

  • Excuse me! Could you tell me where is...?
  • Is there a... nearby?
  • How do I get to...?
  • Do you know where the closest pharmacy is?

Giving directions:

  • Go straight ahead...
  • Take the next right
  • Take the second turning on the left
  • It's across from the...
  • It's opposite the...
  • It's next to the...

25/11/2017

Adjective collocation

Adjective noun collocation may be a problem for someone not native to English.

Do these exercises to practice:
https://www.englishclub.com/esl-games/grammar/adjectives-nouns.htm

23/11/2017

Links para estudar inglês

Bem-vindos ao meu portfólio online para o ensino de Língua Inglesa.

Sites para o aluno aprender a aprender inglês:

Palavras iguais, sons diferentes. Uma dica de inglês do English Experts.


Notícias em inglês simplificado (diferentes níveis!)

Duolingo, um  app para aprender inglês.

- www.speakingpal.com

- www.teclasap.com.br

- http://www.englishinbrazil.com.br/

- www.englishlistening.com

Um vídeo sobre o som do TH em inglês

- https://lyricstraining.com/

Sites para o professor aprender a ensinar inglês:

Vídeos em inglês.

Atividades de warm-up para incentivar o trabalho em grupo nos primeiros dias de aula

Amostras de planos de aula

- www.bartleby.com

- www.cambridgeenglish.org

- Músicas nas aulas de inglês

22/11/2017

Dicas de inglês: cardinal and ordinal directions

1 - What are the four cardinal directions in English and Portuguese? Explain it to your classmates.

East, west, north and south.

1.2 -  What are the four ordinal directions in English and Portuguese? Explain it to your classmates.

Northeast, northwest, southeast and southwest

2 - Bring a wind rose (compass rose) and talk about it/explain it to your class mates.

3 - Bring a compass to class. If you don't have a real compass, you can download a compass on your phone.

4 - Search on the internet how to do a homemade compass using a sewing needle and a tree leaf or cork.

Resultado de imagem para homemade compass

5 - In which direction the sun rises? In which direction the sun sets?

O sol nasce no leste e se põe no oeste. Sabendo disso, com a ajuda da rosa dos ventos você pode se direcionar.

6 - How to identify cardinal points? In what kind of activities do we need to identify cardinal points?

Na época das grandes navegações era importantíssimo identificar os pontos cardeais. No escotismo também são praticadas essas habilidades.

Atenção professor: esta aula é bem curta se a pesquisa é feita em casa.

19/11/2017

Dica de inglês: aprendendo as preposições

A postagem de hoje é dedicada às preposições de lugar em inglês in on e at.

At (para um ponto ou lugar específico)

"She's waiting at the entrance."
"He's sitting on his chair at his desk."
"I work at a bank."

In (para coisas que estejam dentro de algo)

In a box.
In a room.
In a country.

On (quando algo está sobre uma superfície)

On the table.
On the floor.
On the chair.

Parece fácil, mas é muito fácil confundir!

Por exemplo:

"These people live in New York."

Nesse exemplo, o lugar é bem especificado (New York). Mas mesmo assim não usamos at porque a ideia passada aqui é a de que as pessoas vivem dentro dessa tal cidade.

Recomendo os exercícios desta página para reforçar o uso das preposições de lugar:




Mais exercícios:

Put the sentences in order.

  1. The two boxes / under the table/ are
  2. The box /the table/ is on
  3. The two cats/ the fence/ are behind
  4. There is/ under the Christmas tree/ a present
  5. Your bag/the kitchen/ is in
  6. The TV is/the living-room table/ in front of
  7. There are six plates/the kitchen table/ on
  8. Under the bed/ My brother’s/ dog is
Keep up the good work!

Cheers!

16/11/2017

Dica de série: Please Like Me

Hoje a postagem é uma recomendação de seriado:

Please Like Me é uma história sobre amadurecimento e relacionamentos

'Please like me' é um seriado produzido e estrelado pelo comediante australiano Josh Thomas. Por mais que às vezes os diálogos e o humor em Please Like Me não seja o mais natural, a forma com que o show aborda temas como relacionamentos e doenças mentais são bastantes sinceras.

O protagonista, Josh, é um jovem de 20 e tantos anos que reluta entrar a vida adulta. 

Ele não é exatamente um cara que enfrente os problemas de frente, adiando e inventando desculpas.

Ele é um ex-gordinho cheio de problemas de auto-estima (mas é um imã de bofe-escândalo!!!).

O problema é que ele não está pronto para relacionamentos, e sofre uma decepção atrás da outra. 

O show certamente é bem direto em relação ao seu título: "Por favor, goste de mim" é a frase que atormenta a qualquer um que esteja começando um relacionamento.

Conhecer alguém é muito taxativo emocionalmente e passa pela sua cabeça coisas como: Será que ele gosta de mim? Será que esse relacionamento vai dar certo? Eu gosto muito dele. Por favor, goste de mim também. 

E é isso o que acontece na primeira temporada da série: Josh um relacionamento com Geoffrey, que de acordo com todos os personagens, é um cara perfeito, e dizem ao Josh o tempo todo o quão sortudo ele é de ter alguém como ele. Infelizmente, Geoffrey gosta mais de Josh do que Josh gosta de Geoffrey.

Geoffrey implora: 'Please, like me!', mas Josh simplesmente não retribui o sentimento...

Criada por: Josh Thomas
Elenco: Josh Thomas, Thomas Ward, Debra Lawrance, Charles Cottier, Caitlin Stasey, Keegan Joyce
Formato: dramédia de meia hora.


Please Like Me está disponível na Netflix!

Recomendado para: quem está cansado de ver os mesmos clichês em seriados com temática LGBT.

A ilusão da escolha em vídeo games

A alegoria da Caixa de Skinner: A ilusão da escolha em vídeo games (através da escolha)

Aliás, cuidado! Spoilers para BioShock em abundância nesta postagem (Se você não jogou ainda, não perca tempo!!!)


Escolhas... esse é um dos temas predominantes em BioShock, jogo de 2007 que já é um clássico, frequentemente lembrado pela frase icônica: “A man chooses; a slave obeys.” (Um homem escolhe; um escravo obedece).

O jogo se passa na década de 60, numa sociedade submersa chamada Rapture, e revitalizou o gênero dos jogos de tiro ao costurar com perfeição jogabilidade e história. BioShock coloca o jogador na pele de Jack enquanto ele explora a distopia em ruínas e ao final da história, descobrimos durante a famosa reviravolta, que o protagonista é um clone do grande antagonista da história, o cientista Andrew Ryan. Numa série de flashbacks, é revelado que a frase "Would you kindly" serve como um gatilho psicológico para que Ryan tenha controle sob todas as ações do protagonista ao longo do game.





É uma ironia perfeita que o marketing vendia BioShock como um jogo que é interessante porque você pode fazer escolhas, quando a grande reviravolta diz que esse tempo todo você não teve escolha nenhuma...

Isso é emblemático da estrutura dos games: não importa se o jogo seja um sandbox como Skyrim ou Grand Theft Auto (GTA), em que o jogador tem bastante liberdade de escolhas. Mesmo esses jogos de  mapas abertos precisam de uma estrutura e regras (que foram programadas com zeros e uns) e o jogador só pode fazer escolhas que cabem dentro daquele mundo limitado. No GTA, por exemplo, você pode escolher adiar algumas missões, mas se você não as fizer, você não poderá avançar no jogo.

De um ponto de vista, isso é normal: nós concordamos em aceitar as regras do jogo que escolhemos e seguimos nos trilhos do jogo através das fases. Aliás, até começamos a ver padrões nos trajetos: seguimos os trilhos pela "fase de floresta", enfrentamos um chefe, e assistimos à uma cutscene. Continuamos nos trilhos até a "fase de neve" e o processo se repete até finalizar o game.

E é por isso que a reviravolta em BioShock é um grande marco no mundo gamer: o jogo reflete sobre si e sobre o que o faz um jogo. Vídeo games dependem de coigir seus jogadores. Eles precisam convencer os jogadores ou dar a eles uma liberdade que não existe. E isso é feito em todo grande título. Em Heavy Rain, por exemplo. No entanto, em alguns jogos, nem ao menos oferecem finais diferentes e a ilusão se quebra e o jogador percebe:

"Mas peraí... a escolha não importa? Eu escolhi não e aconteceu a mesma coisa!"

A maior escolha que é dada ao jogador em Bioshock, é em salvar as 'irmãzinhas' ou matá-las para que o personagem fique mais forte. Isso simplifica bastante o dilema moral para o jogador que provavelmente assume que matá-las ativará o "bad ending", e que salvá-las ativará o "good ending". Um dilema moral mais complexo não caberia dentro de um jogo, pois sempre haverá um limite para hipóteses mais complicadas. Um jogador que escolhe matar as irmãzinhas, pode estar fazendo apenas para "ver o que acontece".


Em minhas próprias experiências como jogador, a ilusão da escolha frequentemente se quebra, e eu me pego escolhendo a opção que mais coloca o protagonista em perigo porque sei que nada de grave vai acontecer com ele naquele ponto da história. Quando o personagem tem imortalidade por causa do roteiro, as escolhas perdem o seu peso. Se tiver que acontecer algo ruim com algum dos personagens, já estava programado para acontecer e não há escolha nenhuma que mudaria o resultado.

Bioshock traz uma velha discussão filosófica e a integra ao jogo de maneira maestral.

Na época em que o jogo foi lançado, muitos gamers começaram a se questionar sobre a qualidade dos jogos que eram lançados e perceberam a abundância de jogos no estilo sandbox era mais uma tendência comercial do que bons jogos.

Inclusive, muitos projetos só foram autorizados porque faziam com a condição de que os desenvolvedores mudassem sua visão original e transformassem seu projeto de "jogo linear" para jogo em mapa "aberto". Um desses casos foi o de Mirror's Edge Catalyst. Infelizmente, a identidade/jogabilidade de Mirror's Edge não combina com o espírito dos jogos em sandbox e o produto final sofreu bastante.

Finalizando, eu não acho que escolhas em jogos sempre sejam ruins, mas certamente há jogos que o fazem muito bem, e jogos que falham miseravelmente em dar escolhas aos jogadores (*coff coff* Ryse of Rome *coff coff*). Da mesma forma, há grandes jogos como The Last of Us que não dá escolha nenhuma ao jogador.

No final, cabe ao jogador escolher se entregar à ilusão por algumas horas.

A imaginação infantil em Totoro


Meu Amigo Totoro (1988)
Título Original: Tonari no Totoro
Direção: Hayao Miyazaki
Duração: 86 min.
Gênero: Aventura, Fantasia, Animação
A postagem de hoje é sobre a animação japonesa do Studio Ghibli.

Se você não assistiu ao filme, com certeza já ouviu falar...

Mas afinal, sobre o que é esse filme?

Bom,vamos lá!

Para qualquer um que conheça Miyazaki, Totoro não precisa de apresentação. O personagem que dá nome ao filme parece um coelho-urso gigante é um espírito da floresta já é o mascote que representa o Studio Ghibli, tornando-se o equivalente de um Mickey japonês.



A história na verdade, é bem simples: duas meninas brincando com o espírito da floresta que dá nome ao filme.

Mas é justamente essa simplicidade o ponto forte do filme.

Outro ponto forte de Totoro (e de qualquer animação) é que não há limites para os mundos que podem ser criados. Para os artistas que trabalham com animação tradicional, fazer um barquinho de madeira ou uma nave espacial custam a mesma/demanda o (relativamente) o mesmo esforço físico. 

Em contrapartida, quando falamos dos live-actions convencionais, com atores de carne e osso, um barquinho de madeira é muito mais barato do que projetar efeitos especiais para botar na tela uma nave espacial.



Então, porque que Miyazaki, em Meu Vizinho Totoro, podendo desenhar qualquer coisa que for possível imaginar, desenha cenas tão mundanas? Em seus filmes é comum cenas longas e detalhadas de atividades cotidianas: comer, lavar, ir à escola...

Pois aí é que está o trunfo de artistas como Miyazaki: em suas mãos, a animação tem o potencial de apontar para os espectadores o fantástico ao seu redor. 

Atividades cotidianas como fazer o café da manhã, por exemplo, ganham atmosfera de conto e fábula quando o fogo usado para cozinhar é um personagem.

A importância das refeições nos filmes ghibli

Ou algo corriqueiro como esperar no ponto de ônibus se transforma num momento mágico.



O fantástico do mundano



Os animadores da Ghibli trazem as coisas reconhecíveis/mundanas de universos que  não existem. Em termos gerais, Meu Vizinho Totoro faz isso: captura o espectador ao mesmo tempo que o enraíza mais profundamente o que já conhece.



Roger Ebert explica melhor a experiência de assistir a esse filme:

"Meu Amigo Totoro fundamenta-se no cotidiano, em experienciar, em explorar - não em conflito ou ameaça" [...] O filme nunca teria ganhado sua audiência mundial só por seu carisma. É um filme rico em comédia humana, acompanhando duas crianças surpreendentemente reais. É um pouquinho triste, um pouquinho assustador e um pouquinho inesperado. Tal como é a vida real. Ele não depende de narrativa, ele depende do momento, e sugere um mundo de maravilhas e os recursos da nossa imaginação fornecem a aventura"



Filme recomendado para as crianças e para as crianças interiores em adultos.

Nota: 

Dica de inglês: False friends

Hoje falaremos sobre os false friends, também conhecidos como falsos cognatos, que são aquelas palavras que têm uma escrita parecida com a do português, mas um significado completamente diferente.



Balcony - sacada (se você quis dizer balcão a palavra é counter);

Contest - competição;

Content - conteúdo. Mas pode significar "contente" também! Depende do contexto;

Curse - maldição, praga, xingamento;

Course - curso;

Costume - fantasia!;

Data - dados;

Discussion - Há uma diferença entre discussion e argument, que pode ser mais acalorado;

Deception - é fraude, e não decepção. Tem gente até hoje achando que o Drake sofrerá uma grande decepção em Uncharted 3: Drake's Deception;

Lecture - Parece com "leitura", mas significa "palestra";

Lunch - almoço. Até hoje eu acho estranho, mas lunch significa almoço!
Para dizer lanche,  você usa snack;

Letter - Carta;

Library - biblioteca (o lugar em que compramos livros nos países anglófonos é a book store);

Mayor - prefeito;

Parents - pais (e não parentes!);

Particular -  específico;

Pasta - macarrão
Para a pasta de arquivos você usa folder;
Pornografia
Prejudice - significa preconceito e não prejuízo!;

Pretend - confunde mesmo... não significa pretender; significa fingir!;

Realize - perceber;

Essas são só algumas das palavras que confundem a cabeça de quem está aprendendo inglês. Não deixe de ter contato com a língua em contextos de comunicação, onde essas palavras são usadas o tempo todo.

Quando usamos essas palavras não há como esquecer de seus verdadeiros significados.

Aliás, já tentou ler um livro em inglês? Não é tão difícil quanto parece, e é uma ótima maneira de aprender inglês.

Learning a new language requires effort and motivation.

Keep up the good work!

Vantagens de aprender inglês

É conhecimento de senso comum que saber falar inglês traz muitas oportunidades de intercâmbio e de trabalho, mas muita gente não tem noção de que aprender uma segunda língua traz muitas vantagens para a vida pessoal!


  • Aumenta a consciência do funcionamento da própria língua materna;
  • Promove uma apreciação de outras culturas;
  • Acessar as culturas em inglês por meio do próprio idioma (sem precisar de legendas ou entendendo figuras de linguagem em língua inglesa, por exemplo;
  • É um bom exercício para o cérebro, pois você está pensando em um código completamente diferente!
  • Eleva a auto-estima;
  • Mais da metade do conteúdo disponível na internet está em inglês!

O que junto? Por quê?

"O que" ou o "oque"?

A primeira forma é a correta!

Mas é muito comum que alunos escrevam "oque" junto. Por quê?

Será que a gente escreve assim por que soa como uma palavra só?

De qualquer maneira, o "o" é um artigo definido, e o "que" um pronome interrogativo, portanto, duas coisas bem diferentes. 

Então não esqueçam de separá-los!

07/11/2017

Estudando para a prova: segunda fase do modernismo.

Resumo da segunda geração modernista: 

A literatura é um espelho da realidade. E a segunda geração foi um momento de muitas crises nacionais e mundiais: a crise de 29, a ascensão do nazifascismo, a crise cafeeira e o combate ao socialismo.

Essas problemáticas exigiram o engajamento dos artistas, e no Brasil, os escritores de romances fizeram muitas narrativas regionalistas, sobre os problemas do trabalhador rural, miséria, migração, etc. 

Outras temáticas, incluem os problemas do urbano, desenhando personagens com bastante aprofundamento psicológico, e romances poético-metafísicos, com narrativas mais surrealistas. 

Na poesia, versavam as dores da existência humana, escrevendo poemas cheios de inquietação social, religiosa, filosófica e amorosa.

Dentre os muitos poetas e escritores dessa fase destacaram-se

Na prosa:
- Graciliano Ramos
- Rachel de Queiroz
- Jorge Amado
- José Lins do Rego
- Érico Veríssimo
- Dionélio Machado

Na poesia

- Carlos Drummond de Andrade
- Murilo Mendes
- Jorge de Lima
- Cecília Meireles
- Vinícius de Morais.

Aprofundando a seguir, temos grandes figuras, movimentos e acontecimentos históricos que são chaves para entender o modernismo.

Carmen Miranda - the brazillian bombshell

Carmen Miranda foi uma figura cultural do modernismo brasileiro. Atuou entre os anos 30 e 50 como atriz e cantora. Os Estados Unidos produziu uma cultura de "boa vizinhança" para evitar que os países da América do Sul se alinhassem ao Eixo (Alemanha, Japão, Itália). Carmen Miranda permanece sendo a artista brasileira com maior projeção internacional até hoje. 

Os Irmãos Campos e a poesia concretista

Outras figuras importantes foram os irmãos Haroldo de Campos e Augusto de Campos, representantes do movimento concretista. Eles foram conhecidos como a geração de 45 e foram contra o conservadorismo parnasiano que predominava em São Paulo.

O movimento tropicalista

Além do movimento concretista, temos o movimento tropicalista, que surgiu na vanguarda musical brasileira. Resumindo, a sua principal característica eram manifestações culturais típicas da cultura brasileira juntas a inovações estéticas radicais. Durante a ditadura militar o movimento sobreviveu através da música. Entre seus principais representantes figuram Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil. O movimento ainda influenciou o Cinema Novo, de Glauber Rocha.

Érico Veríssimo

Outra biografia que merece ser estudada é a de Érico Veríssimo, escritor gaúcho. Suas principais obras são Olhai os Lírios do Campo e o Tempo e o Vento.

Contexto histórico:

A Era Vargas foi dividida em três partes: Governo Provisório (1930–1934); Governo Constitucional (1934–1937) e Estado Novo (1937–1945). Merece destaque o regime instaurado por meio do golpe de 37. Vargas aproveitou a instabilidade política para dar o golpe e evitar o que, segundo diziam documentos da época, uma intenção comunista de tomar o poder. Vargas recebeu grande apoio dos militares e da população para fazê-lo.

A visita de Orson Welles

Welles, grande cineasta americano conhecido pela seu magnum opus Citizen Kane, veio ao Brasil para desfazer os estereótipos que a América do Norte tinha a respeito da Ámerica do Sul. No entanto, a viagem não deu certo, e o cineasta desperdiçou os recursos captando imagens que não puderam ser usadas.