Associe uma série de palavras a cada uma das sugeridas abaixo. Elas devem manter alguma relação com a palavra dada, mas não é preciso pensar muito. Escreva as primeiras palavras que surgirem na sua mente. Esse processo da associação livre funciona assim: a cada palavra, várias outras lhe ocorrem naturalmente.
Noite - Dia
Rio - Córrego
Pedra - Pedreira
Estrela - Sol
Mar - Areia
Muro - Muralha
Vento - Ventania
Ponte - Pênsil
Nuvem - Pesada
Cidade - Lotada
Corpo - Morto
Manhã - Ensolarada
Mão - Cheia
Pássaro - Pena
Boca - Torta
As palavras da primeira coluna foram sugeridas pelo livro, as da segunda foram puxadas por mim. O livro, então sugere que o escritor escolha seis palavras e use-as num texto pequeno. Elas podem aparecer repetidas, em sentido figurado, flexionadas, etc.; o importante é o jogo da imaginação. Aí vai o texto-exercício:
Uma Crônica Binária
Uma tarde de sábado como qualquer outra: passando calor, dentro de casa, trollando na internet. Quando meu amigo me chamou para sair, já ia recusando, mas minha mãe insistiu que eu saísse (contanto que eu não entrasse no mar). Eu não estava afim de stress com a minha velha, então aceitei o convite do meu amigo. Eu não sou muito de sair e me arrependi assim que botei o pé pra fora. Eu não gosto muito de sol, nem de aglomero. O sol queimava e a praia estava lotada, então eu não estava muito feliz. Uma coisa me fez esquecer minha infelicidade: a praia estava cheia de garotas bonitas. O melhor de tudo é que eu estava usando o óculos de sol que minha mãe me deu de natal, então eu pudia espiar seus corpos quase nus sem muitos remorsos.
Meu amigo também trazia consigo seu 3DS. As coisas estavam melhorando: poderíamos aproveitar para trocar pokémons ou jogar Monster Hunter. Mas então eu percebo que ele não estava sozinho: estava com duas garotas. Meu estômago bate no chão. Não sou muito bom com garotas. E eu não sou ingênuo nem nada! Sabia meu amigo iria sugerir que eu ficasse com algumas delas. Aproveitei o disfarce dos óculos escuros e examinei atentamente as meninas e a primeira impressão não foi muito boa. Pra começar, elas vestiam um biquíni pequeno demais. Mulher que não se dá o respeito é foda. Minha mãe sempre me alertou sobre as mulheres do mundo, então sempre procurei uma menina evangélica, que não seja gordinha e que goste de animes. É pedir demais? OK, não precisa gostar de animes; posso convence-la a gostar depois. O pior é que quando eu cheguei eles estavam falando sobre política, e elas eram claramente esquerdopatas-feministóides. Felizmente, estou sempre preparado com ótimos argumentos e já as botei em seu lugar. Elas relativizavam o aborto, a pena de morte, etc., mas eu as destruía com ótimos argumentos. Meu amigo sugere que a conversa estava pesada demais e muda de assunto comentando sobre os animes da nova temporada, e para minha surpresa, descubro que a mais nova delas, sabe muito de anime! Aos poucos, enxergo ela sob uma nova luz, descobrindo que na verdade ela é muito bonita, Ao longo das férias, conversamos bastante e descubro que ela é engraçada, temos muito em comum e nos damos muito bem. Mas o tanto que temos em comum temos de diferenças. Ocasionalmente, defendemos diferentes pontos de vista e discutimos, como na vez em que ela postou um emoji de angry face quando compartilhei uma imagem do Bolsonaro no Facebook. Apesar disso, estávamos nos dando muito bem, e a coisa naturalmente desenvolveu para a conversa de termos "algo a mais". Eu queria demais ela, mas ela teria que mudar: não conseguiria ficar com uma mulher do mundo, eventualmente brigaríamos. Também não poderia ficar com ela por conta de uma promessa que eu tinha feito a 10 anos atrás, quando eu e uma menina ajudamos um pobre velho que, agradecido, profetizou o casamento entre a gente num futuro próximo. Num gesto simbólico, o idoso nos "casara", fazendo com que nós trocássemos presentes: eu dei para ela um pingente de triforce, e ela me deu um pingente de pena que uso até hoje. Trocamos juras de amor eterno e de um casamento verdadeiro no futuro.
Foi aí que nos descobrimos: eu e ela ainda usávamos os pingentes da jura de amor. Mas eu não poderia me relacionar com uma vegetariana, feminista e socialista, e nós dois concordamos que seria melhor nem tentar um relacionamento.
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