Colunas do Batatas

16/01/2018

Diário de leitura - a máquina de fazer espanhóis

Estou retomando as postagens sob a tag "diário de leitura" para falar sobre os livros que estou explorando durante as férias.

Bom, vamos lá!

Comecei a ler em janeiro um livro chamado "a máquina de fazer espanhóis", do autor português valter hugo mãe. Resumidamente, o livro conta a história de um senhor que bem adentro de sua terceira idade vai parar num asilo para idosos.

Já tinha lido dois livros dele em 2016: "a desumanização" e "o filho de mil homens"

Eu sei que estou escrevendo esses nomes próprios com letra minúscula, mas não é por preguiça!

Veja só, o autor não usa letra maiúscula em nenhum de seus livros, pois, segundo o autor, isso permite uma "democracia das palavras". Nenhuma palavra é mais importante que a outra, e seu estilo é muito livre. Usa palavras de Portugal, palavras do Brasil, palavras inventadas. Tampouco usa pontuação e organização textual convencionais.

Seu estilo de escrita é bem livre...

Sua prosa é bastante poética.

E apesar de "a máquina" ser um livro mais político que outros do mesmo autor, o estilo da escrita aqui também é bem bonito.

Por ter essa veia poética, o livro é altamente citável.

Pensei em guardar algumas citações do livro que eu gostava, mas nem sempre tinha meu celular comigo e perdi algumas que durante a leitura me dava vontade de guardar.

Mas aí vão algumas das citações que consegui guardar:

“somos um país de cidadãos não praticantes. ainda somos um país de gente que se abstém. como os que dizem que são católicos mas não fazem nada do que um católico tem para fazer, não comungam, não rezam e não param de pecar.” 

“fui barbeiro, e li livros, como deviam ler todas as pessoas para ultrapassarem a condição pequenina do quotidiano e das rotinas.” 

“ser religioso é desenvolver uma mariquice no espírito.” 

Estou gostando muito da leitura e recomendo!

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