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Meu Amigo Totoro (1988)
Título Original: Tonari no Totoro
Direção: Hayao Miyazaki
Duração: 86 min.
Gênero: Aventura, Fantasia, Animação |
A postagem de hoje é sobre a animação japonesa do Studio Ghibli.
Se você não assistiu ao filme, com certeza já ouviu falar...
Mas afinal, sobre o que é esse filme?
Bom,vamos lá!
Para qualquer um que conheça Miyazaki, Totoro não precisa de apresentação. O personagem que dá nome ao filme parece um coelho-urso gigante é um espírito da floresta já é o mascote que representa o Studio Ghibli, tornando-se o equivalente de um Mickey japonês.
A história na verdade, é bem simples: duas meninas brincando com o espírito da floresta que dá nome ao filme.
Mas é justamente essa simplicidade o ponto forte do filme.
Outro ponto forte de Totoro (e de qualquer animação) é que não há limites para os mundos que podem ser criados. Para os artistas que trabalham com animação tradicional, fazer um barquinho de madeira ou uma nave espacial custam a mesma/demanda o (relativamente) o mesmo esforço físico.
Em contrapartida, quando falamos dos live-actions convencionais, com atores de carne e osso, um barquinho de madeira é muito mais barato do que projetar efeitos especiais para botar na tela uma nave espacial.
Então, porque que Miyazaki, em Meu Vizinho Totoro, podendo desenhar qualquer coisa que for possível imaginar, desenha cenas tão mundanas? Em seus filmes é comum cenas longas e detalhadas de atividades cotidianas: comer, lavar, ir à escola...
Pois aí é que está o trunfo de artistas como Miyazaki: em suas mãos, a animação tem o potencial de apontar para os espectadores o fantástico ao seu redor.
Atividades cotidianas como fazer o café da manhã, por exemplo, ganham atmosfera de conto e fábula quando o fogo usado para cozinhar é um personagem.
Ou algo corriqueiro como esperar no ponto de ônibus se transforma num momento mágico.
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| O fantástico do mundano |
Os animadores da Ghibli trazem as coisas reconhecíveis/mundanas de universos que não existem. Em termos gerais, Meu Vizinho Totoro faz isso: captura o espectador ao mesmo tempo que o enraíza mais profundamente o que já conhece.
Roger Ebert explica melhor a experiência de assistir a esse filme:
"Meu Amigo Totoro fundamenta-se no cotidiano, em experienciar, em explorar - não em conflito ou ameaça" [...] O filme nunca teria ganhado sua audiência mundial só por seu carisma. É um filme rico em comédia humana, acompanhando duas crianças surpreendentemente reais. É um pouquinho triste, um pouquinho assustador e um pouquinho inesperado. Tal como é a vida real. Ele não depende de narrativa, ele depende do momento, e sugere um mundo de maravilhas e os recursos da nossa imaginação fornecem a aventura"
Filme recomendado para as crianças e para as crianças interiores em adultos.
Nota: 




















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